Diversidade. Uma necessidade contemporânea das organizações visionárias!

O tema abordado nesta exposição é digamos: borbulhante, principalmente quanto as suas exigências e a responsabilidades dentro das empresas visionárias.

Tive recentemente a oportunidade de participar de uma palestra organizada pela Across Consultoria de Desenvolvimento Organizacional com Foco em Gestão de Pessoas – sobre o tema From Inclusion To Higt performance.

Entre os expositores presentes gostaria de destacar o Dr. Ari Friedenbach (Coordenador de Políticas Públicas – Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo), Sra. Nivia Belopede (Gerente de Atração de Talentos & Diversidades da Kraft Foods Brasil), e os representantes da Across e a sua parceira Global Novations.

Todas as exposições tiveram como foco principal o tema da Diversidade, e aí sendo apresentaram suas reflexões e os trabalhos realizados por suas organizações visando atingir a aplicabilidade prática do tema apresentado.

Como bom telespectador, fiquei atento a todas as exposições, e posso afirmar que TODOS foram felizes em suas falas e ainda mais felizes quando demonstraram que suas organizações por meio de políticas diversificadas aplicam a Diversidade no caso concreto.

Mas o que é esta tal de Diversidade e para que serve sua aplicabilidade?

Entendo que Diversidade na perspectiva das corporações é o conjunto de fatores que quando agrupados podem provocar inúmeras reações positivas, e no caso de uma organização empresarial poderá trazer além de novas tecnologias um leque infindável de oportunidades interdisciplinares fortalecendo a musculatura da organização, promovendo o bem estar de seus colaboradores e naturalmente a retenção dos talentos individuais, agrupando-os em verdadeiras equipes, transformando os projetos em novos negócios lucrativos, ou seja, em uma engrenagem de sucessos constantes.

Porém, se faz necessário que este conjunto de fatores seja estimulado a acontecer, e apesar das políticas governamentais para incentivar o empresariado paulista a desenvolver a Diversidade em suas empresas, como o programa Selo Paulista da Diversidade, digo que não será o suficiente!

A afirmativa acima se justifica no fato de ser uma política governamental que, portanto, traz em seu bojo ideologias partidárias, suscetíveis de interrupção por parte de um novo governo, de sigla e ideologia diferente!

O correto é provocar a sociedade para um dialogo aberto sobre o tema.

Porém, ainda falta muito para termos uma sociedade engajada e alheia a toda sorte de preconceito, principalmente nas estruturas basilares do mundo corporativo, que mesmo diante de uma busca frenética pelo novo empreendedorismo, ainda acaba afastando potenciais candidatos ao preenchimento de determinada vaga, via eliminação eletrônica. Absurdamente, o computador faz às vezes do entrevistador!

Mas todos nós sabemos que o dialogo acoplado às sensibilidades humanas superaram qualquer meio seletivo.

Com a seleção computadorizada, estamos correndo sérios riscos de deletarmos potencias candidatos, verdadeiros talentos em desenvolvimento, que inicialmente pouco agregará a título de experiências profissionais, mas com treinamento e uma gestão eficaz de atribuição de competências poderá surpreender a todos, tornando-se uma jóia lapidada e pronta para transformar ousadia em lucros, dividendos! 

Importantíssimo lembrar que a geração que está chegando ao mercado de trabalho hoje, gosta de desafios, de desconstruir o politicamente correto, de quebrar paradigmas, afastar os conceitos arcaicos, tudo isto em busca não só do crescimento individual mais principalmente do coletivo, e, portanto, fazem da Diversidade um leque inesgotável de oportunidades profissionais!

Certo é que as experiências pessoais em muito poderão agregar na desenvoltura das atividades vindouras.

Outro ponto que deve ser sempre objeto de nossas reflexões está relacionado diretamente com as nossas práticas cotidianas.

A sociedade não debate a Diversidade como modo de inclusão social, mas como uma necessidade de negócio, e assim sendo, tão logo o assunto deixar de ser “moda”, não mais estará nas pautas dos CEOs das grandes empresas.

É fundamental trazer à baila a questão educacional. Diante da grandiosidade do tema apresentado, devemos provocar o debate contínuo fomentando o diálogo em todas as camadas da sociedade, na busca pela verdadeira inclusão do “novo” não só no mercado de trabalho, mas em todos os meios socioculturais, proporcionando a verdadeira aplicabilidade da Diversidade, na concepção lato sensu da palavra, passando a ver as oportunidades não só como uma questão casual, mas como uma plataforma de desenvolvimento sustentável e duradoura de qualquer instituição privada ou governamental.  

Provocar a inclusão do diferente é dar à sociedade a oportunidade de reconstruir suas histórias, e consequentemente, promover a sustentabilidade e a ascensão das pessoas em todos os estágios da pirâmide social, até que cada um conquiste seu “eldorado”, o que poderá transformar simples mortais em potenciais gênios e assim teremos novos Santos Dumont, Einstein, Thomas Edson entre outros que revolucionaram suas épocas.

Portanto, Diversidade na prática é surpreender o comum/atual com fatos novos, muitas das vezes intrínsecos na pessoa/candidato e que quando estimulado traz a tona uma realidade diferente que poderá provocar não só novos negócios mais também revigorar o “velho” na caminhada rumo ao futuro promissor.

Vagner Manoel do Nascimento, Bacharel em Direito, formado pela Faculdade Editora Nacional – FAENAC – de São Caetano do Sul/SP, em 2009, com experiência anterior na área de gestão da qualidade e certificações.

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